Exemplo de BC

Exemplo de BC

Mais conhecido como BC, o Big Chop (Grande Corte), é sem dúvida uma decisão e tanto a se tomar. Quem passa pela transição capilar, sabe muito bem como é difícil lidar com as duas ou mais texturas do cabelo. E pra acabar com esse problema, nada melhor do que “cortar o mal”, e na maioria das vezes nem precisa ser pela raiz! Dependendo do tempo de transição, o cabelo fica até grandinho. Mas, nem todo mundo simpatiza com o curtíssimo, por isso, prefere ir cortando as pontinhas aos poucos, até retirar toda a química do cabelo. É uma opção também.

Há aquelas que preferem radicalizar e raspar toda a cabeleira com química, muito corajoso, não acham? Na primeira vez que fiz o BC, precisei de um tempinho maior para criar coragem e cortar meu cabelo. Já na segunda vez, mesmo depois de ter tirado todas as pontas lisas, cortei de novo e de novo! Tou achando o máximo meu curtinho. Mas a decisão precisa partir de cada um, já que grandes mudanças mexem bastante com a nossa autoestima, por isso, quando fui levada a cortar o meu cabelo pela primeira vez, acabei não chegando ao objetivo desejado, pois ainda não estava preparada. Resultado; muita chapinha, e nenhuma aceitação.998810_434605206668527_1005622034_n

É muito importante pensar bastante antes de tomar uma decisão tão complicada. Avalie os motivos, e veja se são suficientes para chegar a tal conclusão. O resultado é satisfatório quando se tem certeza, a sensação de liberdade é muito boa. Mas, muitas meninas ficam traumatizadas e mal conseguem sair de casa.

Participar de grupos em redes sociais (indico o “Cacheadas em Transição” no facebook), seguir páginas relacionadas (créditos à página do blog “Cacheia” e à “Não troca a receita cacheada”) e conversar com quem já passou ou estar passando pela mesma coisa, ajuda muito.

Pra quem ainda não tomou a decisão ou até quem já tomou e sentiu uma pontinha de arrependimento, é bom lembrar que não há nada melhor do que ficar bem consigo mesma. Seja lá o que quer fazer, não tenha medo de arriscar por causa da opinião alheia. Os comentários inoportunos sempre virão, mas a beleza tem que vir de dentro pra fora, sinta-se bela primeiro, e isso transparecerá na sua aparência.

Pra incentivar e encorajar vocês, vou mostrar o exemplo de uma menina que sou fã de carteirinha, pela coragem e força de vontade. A Gisele Lima, que raspou tudinho  pra se livrar da química. Ela tem 17 anos, e é de Américo Brasiliense – Interior de São Paulo. Olha só o que essa linda nos contou sobre a experiência de ter passado por um BC tão radical.

1483025_423473771112016_900134335_n-001

Por quanto tempo você usou química? Que tipo?

11 anos, comecei  fazendo alisamento depois passei para o relaxamento e  por fim o selante.

Por que voltar a cachear?

A princípio porque queria ter o cabelo igual da minha irmã que é cacheado e LINDO .  Mas aí depois eu percebi que tinha que  resgatar a minha verdadeira identidade, decidi que não queria mais aquela vida escrava de selante e chapinha  e entrei em transição.

O que te levou a tomar a decisão de fazer o BC? E o que você sentiu depois?

A decisão veio pelo fator de demora no crescimento, já estava meio de saco cheio de cuidar mais da parte lisa do que a natural. Depois do BC  me senti  LINDA , MARAVILHOSA e LIBERTA,  foi a melhor sensação do mundo (inexplicável).

As pessoas te apoiaram na sua decisão?

Podemos dizer que sim, até porque seria indiferente se não apoiassem. Eu rasparia do mesmo jeito .

O que você diria para as meninas que por algum motivo tem medo de fazer o BC?

Cabelo cresce  e o meu é a prova viva disso. Vamos desapegar meu povo!

E já que estamos pertinho de 2015, nada melhor do que começar o ano, novinha em folha. Vamos lá meninas, vamos assumir esses cachinhos! Força na transição e coragem pro BC

 

Ei você, desistiu da progressiva? Bora cachear? Cacheeeeeia!

Desistir da química é fácil, parar de fazer também, agora se aceitar… Vish, é a parte mais complicada de todas. Isso se chama transição capilar. Então vamos lá?

Primeiro de tudo: A transição é um processo longo. Não pensa que vai ser da noite pro dia, porque não vai não. Aceita esses termos de compromisso? Tenha certeza de que você quer voltar aos cachos porque é uma vontade sua, não da sua mãe, da sua irmã ou do seu namorado; tenha certeza se não está voltando porque atualmente é moda ou porque simplesmente acha bonito. Cabelo cacheado requer cuidados especiais, sempre. Requer tempo, carinho, paciência e força de vontade. Se você não tem pelo menos dois desses, pode desistir. “Ser neguinha” não é pra qualquer uma.

Segundo de tudo: pra ter o cabelo cacheado, tem três regrazinhas básicas (e se não cumprir, tente aceitá-las):

 Volume sim, sempre!

 Frizz eu tenho, frizz eu terei, frizz eu lidarei.

 Day After: eu posso, eu consigo!

Verificou isso tudo? Aí, garota! Chegou a parte mais complicadinha.
Talvez, pra guiar você na sua transição você precise acompanhar grupos, blogs e vlogs para qualquer dúvida que você tiver. Nós, cacheadas, temos um dicionário (zinho) que talvez você precise saber:

2a, 2b, 2c, 3a, 3b, 3c, 4a, 4b, 4c… Tipos de cacho. O 2a é uma cabelo levemente ondulado e o 4c é um cabelo crespo, com o menor cacho de todos;
BC – Em inglês, big chop (grande corte), é o que você provavelmente terá que fazer uma hora ou outra da sua transição se quiser ter cachos 100% naturais;
Cronograma Capilar -  Nada mais é que o melhor jeito de tratar seu cabelo para receber os cachos;
Day After – O dia seguinte ao que você lava o cabelo;
Difusor - uma “concha” de plástico que você coloca no seu secador que ajuda a definir e a secar os cachos, sem desfazê-los;
Técnica Low/No poo – É uma técnica para manter os cabelos saudáveis, evitando os sulfatos dos shampoos;
Texturização - Método pra tentar cachear as partes lisas (com química) ou até mesmo os cachos indefinidos. Pode ser usada para mudar as formas dos cachos também (ficar mais fechado ou mais aberto). Tem a fitagem (pentear o cabelo com os dedos, dividindo-o em partes e passando o leave-in), bigudins, tranças, bobes, twist out

Gravou os conceitos aí? Então tá bom. Próximo passo é começar o cronograma. Hidratação, Reconstrução e Nutrição! Temos tudo explicadinhoaqui.

Durante a transição

Enquanto você vai hidratando, reconstruindo, nutrindo, em transição… Pode ter certeza que nesse mundo de chapinha, você sofrerá preconceito. Independente do seu tipo de cacho. É normal, todas nós passamos por isso. Mas é importante nunca se deixar abalar. Procure algo pra distrair seu cabelo. Faça coquinhos, aprenda penteados novos, compre acessórios. Use maquiagem, saia sempre bonita. Sinta-se bem, sempre. Engane sua auto-estima.

PS: algumas meninas passam a transição fazendo escova, babyliss ou, no meu caso, com o cabelo completamente preso. Nenhuma das três alternativas é aconselhável e/ou saudável para seus cachos. Escova demais resseca o cabelo (independente do cronograma que você segue, independente do protetor térmico) assim como o babyliss. O cabelo sempre preso tem tendência a cair mais que o normal, ficar marcado e quebrar fácil demais. Além do mais, você não curtirá seus cachinhos nem se acostumará com o volume/frizz dele se não deixá-lo natural! Veja nosso post sobreComo sobreviver à transição capilar!

Quando saber a hora de cortar?

Não há hora certa de cortar. Algumas meninas são apegadas demais ao cabelões, outras nem tanto. A Ster, por exemplo, foi cortando a química até que ela saiu totalmente. Outras preferem deixar crescer muito e cortar o mal pela raiz! Mas se você tem certeza que quer cortar (ou acha que já passou da hora) dê uma olhadinha nessas dicas da Raysa aqui.

Observações: ao final da transição, seu cacho pode estar diferente do que você imaginou. Se antes da química você tinha um 3c, após a transição seu cabelo pode estar um 3a. Isso se deve a diversos (milhares) de fatores:  sua menstruação, seus hormônios, puberdade, alimentação, estresse… Tudo isso pode mudar sim.

E depois da transição?
Depois? Hmmmm… Depois é só alegria!